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O lado bom da crise

Em tempos de crescimentos, empreender é como nadar a favor da correnteza. Em época de vacas gordas, as projeções são sempre crescentes, os riscos minimizados e as margens boas. As empresas investem para atender a demanda, aumentam o apetite ao risco, criam projetos de inovação, estabelecem metas audaciosas e vislumbram um cenário otimista.

Só que a correnteza virou. A realidade do Brasil agora é a crise.

PIB em queda, inflação em alta, desemprego e inadimplência disparam. O noticiário piora a cada dia. Os investimentos são reduzidos, as despesas são cortadas, novos projetos são cancelados. Um efeito sistêmico derruba a confiança dos empresários e dos consumidores. Empresas quebram, pessoas perdem empregos e as famílias readéquam seu padrão de vida. Há pouco a se comemorar em tempos como esses. Mas há um lado bom.

Grandes empreendedores emergem em momentos de crise. Suas organizações amadurecem, seus processos ficam mais eficientes, suas despesas são otimizadas e seus colaboradores se tornam mais produtivos. Os grandes empreendedores constroem empresas que saem mais fortes nos momentos mais difíceis. Eles organizam e simplificam continuamente seus processos, treinam seus colaboradores e mantêm disciplina financeira.

Até que um dia a crise acaba, e um próximo ciclo de crescimento impulsiona de novo os negócios.

As empresas que se fortaleceram retomam seus investimentos, seus times que se tornaram produtivos conseguem competir melhor que a concorrência, e seus processos estruturados ajudam a crescer de forma mais saudável.

Então os grandes empreendedores se preparam para a próxima crise. E a próxima crise sempre chega.

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